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Carol Araripe
Viciada em chocolate! Por quê?
  Data: 18/02/2008

 

 

Um dia estressante, a tensão pré-menstrual ou ansiedade são suficientes para desencadear uma vontadezinha de comer chocolate ou qualquer doce parecido. Depois do primeiro start, a vontade cresce e depois de alguns minutos o chocolate já foi comprado e devorado com urgência, trazendo sensação de bem-estar.


“Essa vontade é conhecida por craving, em analogia à busca ansiosa por uma substância em particular”, diz o psicólogo Marco Antonio De Tommaso, que atende as agências Elite e L’Equipe. Depois de saciar o desejo, surgem culpa e ansiedade. Assim, está formado o círculo vicioso de comer novamente. “Grande parte das calorias do chocolate provém de carboidratos, que interferem na produção de serotonina, neuro transmissor que modula o sistema nervoso.


Outra porção provém da gordura, que elevaria os níveis de endorfina, substância que produz prazer e alivia a tensão. Se a pessoa está em processo de emagrecimento, provém a culpa, a ansiedade, como conseqüência de ter comido, a sensação de descontrole e o medo de ter estragado tudo. Esse novo desconforto leva a um ato compulsivo”, diz o especialista. Como comer chocolate dá prazer e geralmente é associado a momentos de felicidade. Por isso, em momentos de dificuldade ele pode ser visto como um “atalho” cerebral para se sentir melhor. “Alguns chocólatras que necessitam emagrecer entram em depressão quando o chocolate é suprimido e abandonam a dieta, razão pela quais muitas nutricionistas incluem pequenas porções na reeducação alimentar. Mas, quando o chocolate representa algo mais que isso, quando atua como lenitivo para emoções das quais a pessoa não tem consciência, deve ser trabalhada psicologicamente”, diz.


 


Fonte: Terra

 
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